domingo, 25 de outubro de 2015

COLUNA DO EDITOR - 02: " O perigo mora em casa"


Olá amigos e leitores ! 

É com muita satisfação que volto as atividades do blog, já que nas últimas semanas temos faltado com nossos compromissos por aqui, devido á outros tantos afazeres particulares...  

Não escolhi novamente o formato desta coluna por mera conveniência ou para tentar forçar qualquer outro tipo de situação, muito pelo contrário, quem acompanha as postagens deste blog sabe de nossas tentativas na elaboração de textos que indiquem aos leitores livros e estudos objetivados em esclarecer certos aspectos referentes à Umbanda sem qualquer proselitismo com qualquer vertente, autor e outras formas de expressão ligados ao movimento cultural de Umbanda, e minha proposta desta vez é propor aos amigos um momento de reflexão e o direito de externar sinceras opiniões.    

Algumas coisas que vemos, ouvimos ou percebemos podem nos causar estranheza, revolta, indignação, alegria, tristeza... Enfim, uma enormidade de sensações inerentes a qualquer ser humano das quais provamos a todo momento no decorrer de nossos dias. 
Há algumas semanas em um daqueles "prazerosos" momentos, onde munido de meu Smartphone iniciei mais um tour pelas novas atualizações das redes sociais, e como de costume uma chuva de postagens das centenas de páginas sobre a Umbanda me surgia diante dos olhos, a grande maioria como quase todo mundo faz, ignorei, outras poucas que realmente gostei acabei por curtir, mas o que realmente tem me chamado a atenção de forma negativa e até muitas vezes desorientada são as postagens que denomino Ininteligíveis, além de serem Irresponsáveis, já que são publicadas por páginas e pessoas ligadas à Umbanda. 
Para melhorar a visualização de nossos amigos, segue logo abaixo uma das menos "agressivas", das quais me refiro...

                  
Não podemos contestar os direitos de liberdade de expressão de quem quer que seja, muito menos tendenciarmos ou imaginarmos que todo o mundo será "politicamente correto" aos nossos olhos, quando aventuram-se em expor para o mundo suas opiniões, sentimentos, desejos, preferências e até detalhes da "religiosidade" ou fé que possuem. Mesmo respeitando tais prerrogativas, pergunto aos leitores, ao visualizarem a imagem acima que traz o Exú Tranca-Ruas como ator principal, o que pensam? Gostaram? 
Talvez muitos até se identifiquem, entretanto, penso que tais práticas não representam a opinião dos compromissados com o mínimo nível de bom senso quando tratam a Umbanda, e para fundamentar este ponto de vista proponho a reflexão por alguns breves argumentos...

Primeiro, devemos refletir a banalização que as mídias tecnológicas causam nas relações humanas, na desconstrução de métodos educativos verdadeiramente produtivos que em consequência fomentam formadores de opiniões relativamente superficiais, causando confusão e entendimentos incorretos no imaginário popular, sobretudo nos aspectos relacionados ao movimento de Umbanda. 
Segundo, devemos saber ou passar a entender, que as tradições desenvolvidas em cada grupamento de Umbanda possuem certos fundamentos particulares, de aplicação na prática ativa das atividades do terreiro, para tanto, torna-se necessário a preservação pontos fundamentais deste processo, talvez ao lançarmos determinado fundamento para apreciação do grande público, estaremos colaborando diretamente para que interpretações distorcidas ocorram, além da disseminação de informações inadequadas tendo em vista o grande alcance à milhares de pessoas que alguns compartilhamentos tem capacidade em atingir. 
Terceiro, sobre a imagem acima onde temos a figura de Exú como protagonista, nossos cuidados devem ser redobrados. Sabemos do grande esforço que outras religiões ramificadas do cristianismo fazem para condenar a Umbanda, o Candomblé e todas vertentes de cultos populares e mediúnicos através da figura de Exú, são ataques deliberados e criminosos onde disseminam falsos conceitos e atribuem a atuação dos "verdadeiros" espíritos ligados à vibração de esquerda a culpa para os males de seus fiéis. 
E o que nós umbandistas fazemos para mudar tal situação? Curtimos e compartilhamos frases em imagens que cultuam o caráter falso e negativo criado em torno da atuação dos Exús, concordamos com esses em não termos uma atitude pró-ativa diante de nossas aflições, dificuldades e desejos, pois temos um "Exú Fulano de Tal" como fiel companheiro que resolve todo e qualquer problema em troca de sabe-se lá o que. 
Quarto, penso ser uma "obrigação" de todos nós que estamos ligados ao universo de Umbanda e que conhecemos os sérios propósitos dessas entidades, em desempenharem e representarem funções tão importantes nos grupamentos mediúnicos e auxílio em zonas específicas do astral. Para tanto, torna-se necessário praticarmos nossas tradições dentro dos grupamentos e pesquisarmos informações que realmente sejam relevantes e com o mínimo de embasamento. 
Abaixo para ilustrar essas palavras, um vídeo retirado do blog Triângulo da Fraternidade  esclarece aspetos de atuação dos Exús que segundo entendo, acrescenta-nos informações tantas vezes distorcidas pelos meios de mídias e conversas informais...                                  


Portanto, ressalto que essas opiniões não fazem apologia ao desuso de mídias tecnológicas, muito ao contrário, que usemos tais recursos sempre o "filtro" do bom senso ligado e que saibamos diferenciar, interpretar e alocar as informações adequadamente aos canais que dispomos para a disseminação das nossas preferências no terreno da Umbanda, por isso penso que o perigo mora em casa por via dupla, nos terreiros e nos incompreensíveis atos de publicações, e também em nossas casas com recursos nas palmas das mãos que são verdadeiros desconstrutores de boas idéias na maioria das vezes.       

Que Oxalá esteja com todos !

O Editor.
    

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